Archive for maio, 2010

NOVA OPORTUNIDADE DE DOAÇÃO

MATERIAIS MÉDICO-HOSPITALARES

Para o mesmo período de 15-22 de Junho, nossos médicos precisarão de alguns equipamentos/materiais específicos. Precisamos que sejam doados para que possamos deixá-los em Porto Príncipe. Segue abaixo:

Termômetros digitais
Estetoscópios (mín 2)
Aparelhos de pressão (mín 2)
Otoscopios
Baixadores de língua

Para ajudar, contate-nos via maisnomundo@gmail.com ou pelo telefone 31-9399-2020 (Jônatas Portugal)

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NOSSAS NECESSIDADES IMEDIATAS

Entre 15 e 22 de Junho, a missão M.A.I.S. terá uma equipe logística na região de Port-au-Prince e uma equipe médica na região de Bainet, Sudoeste do Haiti. A região, pobre e remota, foi bastante afetada pelo terremoto.

Seguem abaixo orientações práticas de como você pode ajudar financeiramente. A lista detalhada e atualizada d0s medicamentos necessários aparece em seguida.
Para falar diretamente conosco, utilize o telefone (31) 9399-2020 (Jônatas Portugal) ou o e-mail maisnomundo@gmail.com.
Um abraço fraterno,
Pr. Mário Freitas

NECESSIDADES GERAIS URGENTES

1. Precisamos de aproximadamente US$ 3 mil para construir uma estrutura de reuniões com madeira e telhados para a Eglise de La Bonne Nouvelle, em Delmas (Pr. Vijonet Demero);

2. Ainda, usaremos aproximadamente US$ 3 mil para instalação de água potável na região de Port-au-Prince – distribuímos caixas d’água em todas as igrejas, ganhamos CLORIN suficiente para alguns meses, e ainda nos deram filtros elétricos que servirão algumas comunidades. Em alguns casos, porém, trabalharemos na instalação de sistemas para captação de água de chuva.

3. Precisamos de passagens aéreas para uma médica e um obreiro da M.A.I.S., os quais não têm toda a disponibilidade dos recursos (US$ 750 cada passagem).

LISTA ATUALIZADA DE MEDICAMENTOS

ANALGÉSICOS / ANTITÉRMICOS :

Dipirona solução
Dipirona 500 mg cp
Paracetamol gts

Paracetamo 500 mg cp

(evitar AAS)

ANTIHIPERTENSIVOS:

Atenolol 50 mg (seria melhor a associação atenolol + clortalidona cp de 50 mg + 12,5 mg)

Captopril 25 mg

Enalapril  10 mg

Losartan  25 mg

Metoprolol 100 mg

Hidroclorotiazida 25 mg (melhor seria a associação Hidroclorotiazida 50 + Amilorida 5 mg)
ANTIBIÓTICOS

Metronidazol  500mg cp

Metronidazol solução oral
Penicilina benzatina  1.200.000 UI /  ampola
Amoxicilina 500mg cp

Sulfametoxazol + Trimetoprima  200 mg + 40 mg/5 ml (suspensão oral)

Sulfametoxazol + Trimetoprima  400 mg + 80 mg cp

ANTIBIÓTICOS TÓPICOS

Sulfato de Neomicina 5 mg + Bacitracina 250 U.I (nebacetin)
ANTIMICÓTICOS

Nistatina – creme
Miconazol – creme
Cetoconazol – creme

ANTIINFLAMATÓRIOS

Cetoprofeno cp e solução
Ibuprofeno  cp e solução

Diclofenaco sódico 50 mg cp

Diclofenaco gts

Nimesulida 100 mg cp

CORTICÓIDES

Dexametasona – pomada
Betametasona – pomada
Dexclorfeniramina  2mg cp e 2mg/5ml solução

ANTIDIARRÊICOS

Loperamida 2 mg  (adultos e crianças acima de 5 anos)

Floratil

ANTI-HELMÍNTICOS (verminoses)

Mebendazol  100mg cp e solução  (100mg/5ml solução oral)

Albendazol cp e suspensão oral

CREMES VAGINAIS

Tioconazol + Tinidazol

Nistatina

Tetraciclina + Anfotericina B

GERAIS

Omeprazol/pantoprazol  20mg (gastrite)
Soro de reidratação oral
Descongex  solução pediátrica (ou similar)
Benzoato de Benzila sabonete / solução
Cloranfenicol + Cloridrato de lidocaína gst otológicas (remédio para ouvido)

Dropropizina xarope adulto e pediátrico  (xarope para tosses em geral)

Complexo B cps e suspensão oral

Sulfato ferroso cps e suspensão oral

Complexo vitamínico  cps

Vitamina C cps 500 mg e solução oral

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CAMPANHA DO AGASALHO – PARTICIPE!

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O HAITI CEM DIAS DEPOIS…

Voltei a Porto Príncipe entre 20 e 27 de abril. Portanto, estava lá quando completaram-se cem dias desde a catástrofe de 12 de janeiro. Vi paradoxos. E são esses paradoxos que deverão delinear os passos da igreja internacional acerca da igreja haitiana daqui por diante.

Paradoxo 1º: Há comida, mas não há dinheiro

Nas duas vezes anteriores em que nos propusemos a ajudar as igrejas haitianas, compramos alimentos na República Dominicana e trouxemos em caminhões. Ainda em Janeiro, não se encontrava alimento no país. Em março já havia, mas os preços eram proibitivos. Agora já não compensa buscar em outro lugar.

A cesta básica no Haiti não deve ser nem de longe uma das mais baratas do mundo. Mas seria viável, se estivéssemos falando de uma economia sólida. A oferta de alimentos, porém, diz respeito ao novo perfil populacional baseado em ONGs internacionais. Curiosamente, os supermercados estão reabrindo e o fornecimento existe, para alimentar quem supostamente vai servir a nação.

O povo, porém, continua sem trabalho – a maior parte dos comércios ruiu, bem como as instituições educacionais e os prédios públicos. Não há sustento. A necessidade ainda é praticamente a mesma, e os projetos humanitários mais eficazes no Haiti serão aqueles que vislumbrarem fornecer empregos e desenvolver sustentabilidade.

Paradoxo 2º: Há esforço massivo pela limpeza e reconstrução; os avanços, porém, foram pequenos

Não é possível quantificar os escombros resultantes da tragédia de janeiro sem ver pessoalmente o local. É muita pedra. Não se mede por fotografia ou filmagem. Especialistas falavam em um ano de esforço ininterrupto para limpar a capital. Já se vão quase quatro meses, e talvez 10% de Porto Príncipe já possa pensar em receber novas obras. Sem contar os arredores, onde os escombros sequer devem ser retirados. Nas periferias, ainda há corpos sob os prédios.

Paradoxo 3º: As ONGs estão lá, mas o trabalho é confuso

Há muito interesse em torno do Haiti. Os vôos que chegam à capital trazem grupos uniformizados representando entidades de várias nações. É fenomenal. Mas como o governo local é desestruturado (e isso, creia, é pré-catástrofe!), não há coordenação. As tropas da ONU que patrulham a cidade estão diminuindo: alguns países sentem que sua missão já está cumprida. Em várias regiões há grandes organizações trombando suas intenções humanitárias, enquanto outras permanecem sem qualquer ajuda.

Paradoxo 4º: Há lágrimas, mas há esperança

Por último, creio que esse seja o portal de entrada para a igreja de Cristo. Em nossas primeiras incursões, notamos uma reação estranha nos cristãos, por exemplo. Comentavam sobre seus finados parentes e amigos com naturalidade estranha; pareciam congelados pelo impacto, mais preocupados em conservar a própria sobrevivência naquele momento de pânico.

Agora, vimos lágrimas. Sim, muitas lágrimas. As esposas de pastores choram, os pastores se deprimem, parece que a ficha começa a cair. Os estudiosos afirmam mesmo que leva-se de 60 a 90 dias para que uma tragédia coletiva comece a gerar os mais graves efeitos psicológicos.

Por outro lado, mesmo que em meio às lágrimas a igreja espera em Deus. Os pastores assumem que somente a igreja de Cristo será capaz de transformar o Haiti de forma eficaz, a partir de novas bases. A igreja sonha em curar, em educar, em alimentar. As comunidades cristãs têm sido a embaixada da esperança, o lugar de refúgio daqueles que nada têm. E essa esperança, o Deus da graça sempre vai ofertar.

Mário Freitas é pastor, missiólogo e coordena trabalhos humanitários junto à igreja haitiana desde Janeiro de 2010.

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